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Quem nunca ouviu falar do temido SPC? Ou de que alguém está “com o nome” no SERASA? Esses são apenas dois dos mais conhecidos sistemas de proteção ao crédito em atuação no Brasil. O SPC, Sistema de Proteção ao Credito, é um banco de dados criado inicialmente em Porto Alegre e depois difundido por todo o país. Seus dados estão consolidados no RENIC, a
Rede Nacional de Informações Comerciais. O SERASA consolida informações de crédito com origem no sistema bancário.
Hoje, em dia, além desses tradicionais sistemas, outras empresas atuam no setor, verificando o crédito, validade de cheques, checando endereços e outros dados fornecidos pelo consumidor no momento em que este efetua compras ou solicita crédito em alguma loja ou instituição.
Todos esses bancos de dados surgiram para que lojistas e comerciantes tivessem informações atualizadas sobre inadimplentes. Foram criados com a finalidade de informar a esses lojistas o grau de risco que estavam correndo ao financiar a compra para determinado consumidor. Atualmente, há uma polêmica jurídica em torno da atividade desses serviços. Isso porque, da maneira como o sistema funciona hoje, qualquer empresa associada ao serviço de proteção pode registrar dados no sistema sobre um consumidor. Por questões práticas e econômicas, esses dados não são verificados pelo sistema quanto á sua veracidade ou acuidade. Além disso, como a regulamentação do setor é falha, podem ocorrer erros ou indução ao erro, prejudicando consumidores, o que tem levado alguns a procurarem seus direitos na justiça.
A análise de crédito é certamente um momento importante e imprescindível para aquele que fornece o crédito. É necessário que o emprestador de dinheiro verifique os riscos que está correndo ao emprestar o dinheiro. Essa análise de riscos é utilizada incluisve para estabelecer os níveis de juro, prazos, tipo e grau de garantias, etc. Dependendo do tipo de negócio, dos valores envolvidos e de outros fatores, quem oferece o crédito pode e irá exigir informações, dados e documentos daquele que solicita o crédito, verificando sua idoneidade e capacidade de arcar com o crédito solicitado. Quanto mais arriscado for considerado aquele empréstimo, mais garantias e juros mais altos serão aplicados na operação.
Tanto práticas tradicionais de análise de crédito (apresentação de documentos, atestados de cartórios, etc.) quanto às modernas práticas de verificação de crédito, inclusive eletrônica, são utilizados por lojistas, comerciantes e fornecedores de crédito. Os lojistas e comerciantes interessados nos sistemas eletrônicos de consulta necessitam se associar ás empresas e associações fornecedoras das informações para ter acesso aos dados. Esses serviços são pagos pelo comerciante para que sua análise de crédito conte com mais informações atualizadas.
Já o cidadão tem também o direito de ter acesso às informações sobre seu crédito, tanto no SERASA quanto no SPC, de acordo com o estabelecido no Código de Defesa do Consumidor. Se você tem problemas com crédito, procure o PROCON de sua cidade e veja os passos necessários para resolver o problema.
Se você necessita de informações e notícias atualizadas sobre proteção de crédito, visite-nos sempre. Aqui você vai encontrar o que procura.